A Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio atua nas 7 cidades do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). 

Maria do Carmo, avô de Lucas e Maria Marques, mãe do menino, seguem em luta por justiça

Em Santo André, um dos casos com mais mobilização foi o caso do garoto Lucas. Lucas era um garoto de 14 anos que sonhava em ser bombeiro. Ele desapareceu depois de ser abordado pela PM enquanto saia pra comprar um refrigerante no mercado. Alguns dias depois, já com certa mobilização da favela e movimentos sociais, ele apareceu morto. O caso aconteceu no dia 13/11/19, na Favela do Amor, na Vila Luzita, e mais de um ano depois, a Rede segue acompanhando os desdobramentos do caso e fazendo atividades (sarau, teatro, cinema, oficina de Dj, grafiti, entre outras coisas) na favela com objetivo de fortalecer a comunidade pelo poder popular. (a repercussão midiática do caso Lucas pode ser conferida: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.)

Em Mauá, a Rede organizou e esteve presente em um ato em repúdio a um caso de racismo que aconteceu no supermercado Assaí. Alan, um jovem negro de 24 anos foi seguido e parado por dois seguranças no estacionamento do mercado alegando que queriam revistá-lo por terem recebido uma denúncia de que ele estaria armado. Alan registrou e denunciou o ocorrido em suas redes sociais, logo, o caso ganhou grande repercussão. A Rede entrou em contato e conversou sobre fazer um ato para a mesma semana do ocorrido, demonstrando apoio para a vítima e que está do lado do povo, fortalecendo sempre o poder popular por um mundo sem opressões. Alan percorreu a praça de alimentação do shopping, localizado ao lado do mercado, com um cartaz escrito: “Tire seu racismo do caminho que eu quero passar com minha cor”. Leia aqui o relato da articuladora da articuladora da rede Katiara Oliveira sobre o ato. 

Em Rio Grande da Serra, o assassinato de Igor Oliveira de 18 anos também gerou mobilização. O corpo do jovem foi achado em um matagal. Havia uma investigação que suspeitava da participação de policiais na execução do jovem. A Rede esteve presente no protesto que ocorreu, prestou solidariedade à família. A mãe de Igor ainda compareceu no ato de 10 meses da morte do Lucas, em Santo André. 

A GCM do ABC é uma das mais violentas do estado e para enfrentar tanto as polícias municipais quanto a PM, a Rede conta com uma série de parceiros que ajudam e atuam nas atividades organizadas pela Rede. Dentre os parceiros da Rede no Grande ABC, podemos citar alguns da nossa rede de apoio: 

Batalha da Vila Luzita Batalha da Atlântica Batalha da Matrix Batalha da Palavra Batalha da

Operário Batalha do Alvarenga Batalha da Dominação Batalha de Paraisópolis, Sarau da consciência Sarau do Fórum Sarau Empretecer Sarau na Quebrada Sarau Anticapitalista, Sarau do Tapete, Sarau Roots, Coletivo Máfia das Minas, APEOESP Sto André Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Rede Beija-flor de pequenas bibliotecas vivas de Santo André, UNEafro- Carolina Maria de Jesus Instituto de Direitos Humanos e Diversidades- V de Outubro.

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